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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Executivo é demitido por ligar salário de mulheres à menstruação

O diretor de uma das maiores associações patronais da Nova Zelândia foi demitido após a polêmica levantada no país por uma entrevista em que ligou os salários mais baixos das mulheres ao fato de elas menstruarem.
Alasdair Thompson, diretor executivo da Employer's and Manufacturing Association (EMA), disse a um programa de rádio que as mulheres recebem menos (em comparação aos homens) porque sua produtividade é menor.
"Quem tira mais licença médica? As mulheres, em geral. Por quê? Porque uma vez por mês elas têm problemas de saúde", disse o executivo, referindo-se à menstruação.
Thompson participava de um debate sobre diferença salarial entre homens e mulheres no país. Na Nova Zelândia, o salário das mulheres é, em média, 12% menor que o dos homens, seguindo uma tendência mundial - no Brasil, por exemplo, a diferença é bem maior, de 34%, segundo dados de 2009 da Confederação Internacional dos Sindicatos (ICFTU, em inglês).
"Elas têm filhos dos quais precisam cuidar e às vezes precisam tirar licença para faltar ao trabalho por causa disso. Não é culpa delas, mas afeta a produtividade", disse Thompson.
As declarações provocaram duras críticas e muita discussão no país. Até o primeiro-ministro, John Key, criticou o executivo e disse que sua demissão era inevitável. Após a repercussão negativa, o executivo pediu desculpas pelas declarações.
A ministra de Assuntos Femininos da Nova Zelândia, Hekia Parata, elogiou a demissão de Thompson, na quarta-feira. "Acho que esta é uma mensagem clara de que tais declarações são inaceitáveis", disse a ministra.
BBC Brasil 07/07/2011 09:52

A Falta Que Nos Move

Marcando a estreia da dramaturga Christiane Jatahy como diretora de cinema, A Falta Que Nos Move coloca o elenco no papel de cinco atores que, às vésperas da noite de Natal, estão juntos para fazer um filme.

Em um misto de ficção e realidade, a trama sugere que os personagens estão à espera de uma pessoa, sem mesmo saber quem ela é ou se realmente virá para o jantar. Enquanto esperam, põe à mesa alguns segredos, alegrias, frustrações e paixões em uma história que beira os limites da tensão.

O longa-metragem, inspirado no espetáculo teatral A Falta Que Nos Move ou Todas as Histórias São Ficção, foi filmado por 12 horas contínuas. Os ensaios duraram cinco meses e a gravação aconteceu em uma única locação na Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 23 de dezembro de 2007. 







Filme homônimo à peça teatral foi gravado em 12 horas ininterruptas

Ciência - Conjunto de conhecimentos com fundamentos

A ciência é uma atividade reflexiva, que procura compreender, elucidar e alterar o cotidiano a partir de um estudo sistemático e não simplesmente da adaptação à realidade. Quando fazemos ciência, afastamo-nos da realidade para compreendê-la melhor, transformando-a em objeto de investigação, o que permite a construção do conhecimento científico sobre o real.
A ciência é composta de um conjunto de conhecimentos sobre fatos ou aspectos da realidade (objeto de estudo), expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa. Esses conhecimentos devem ser obtidos de maneira programada, sistemática e controlada, para que se permita a verificação de sua validade.
A ciência tem ainda uma característica fundamental: ela aspira à objetividade. Suas conclusões devem ser passíveis de verificação e isentas de emoção (isto é, busca-se atingir a neutralidade), para, assim, tornarem-se válidas para todos, ou seja, poderem ser generalizadas em todas as situações.
Objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicos, processo cumulativo do conhecimento e objetividade fazem da ciência uma forma de conhecimento que supera em muito o conhecimento espontâneo do senso comum. Esse conjunto de características é o que permite denominarmos um conjunto de conhecimentos como científicos.
Para ser considerado científico, um conhecimento precisa ter um objeto específico de estudo. Assim, por exemplo, o objeto da astronomia são os astros e o da biologia são os seres vivos. Tal classificação aponta para a possibilidade de se isolar o objeto de estudo, tornando-o distante da nossa realidade cotidiana e estabelecendo com ele a neutralidade e objetividade desejadas. Essa neutralidade e objetividade separam definitivamente a ciência do senso comum, este desprovido de técnicas apuradas e, muitas vezes, sem fundamentos que justifiquem a proposição exposta.

Fonte:
http://www.melory.com.br/filemanager/upload/1._CIENCIA_E_SENSO_COMUM_Ana_Bock.pdf